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19 outubro 2012
12 outubro 2012
A Culpa é das Estrelas
A Culpa é das Estrelas (John Green) foi um dos livros que me sugaram por um dia de divagações, admito. Li em um dia (com interrupções desesperadoras, para levar minha mãe ao sacolão, ao supermercado, a feira, etc. , o que me tomou algumas horas de leitura) e tenho que dizer que como julguei a princípio que não me encantaria, perdi a aposta.
Hazel Grace é a protagonista e narradora em uma fase terminal de um câncer que condena sua respiração à necessidade de uma cânula de oxigênio nas narinas e um aparelho a noite que cumpra a função de seus pulmões. Os preenchimentos do vazio causados pela dor da doença, são tomados, no entanto -e okay , de forma super doce - pelo amor por Augustus. Com toda certeza não posso ficar desenrolando a história pois cada detalhe mínimo é quase um passo ao capítulo seguinte.
Não é, no entanto, um livro sobre o câncer - que claro, aparece inevitavelmente o tempo inteiro na narrativa, só que como figura de fundo - mas é , acima de dramas heroicos sobre o enfrentamento da doença, uma história que traz uma ótica sobre conviver com momentos difíceis e ainda assim, optar por tentar , apreciando o que há de delicado no mundo.
Dói alguns momentos tentar se colocar no lugar de Hazel - como sempre faço com os protagonistas dos livros que leio- mas é uma dor que, de forma grandiosa tira algumas escamas do que você sente e da sua perspectiva sobre o que está perto de você, das pessoas que te cercam.
Hazel Grace é a protagonista e narradora em uma fase terminal de um câncer que condena sua respiração à necessidade de uma cânula de oxigênio nas narinas e um aparelho a noite que cumpra a função de seus pulmões. Os preenchimentos do vazio causados pela dor da doença, são tomados, no entanto -e okay , de forma super doce - pelo amor por Augustus. Com toda certeza não posso ficar desenrolando a história pois cada detalhe mínimo é quase um passo ao capítulo seguinte.
Não é, no entanto, um livro sobre o câncer - que claro, aparece inevitavelmente o tempo inteiro na narrativa, só que como figura de fundo - mas é , acima de dramas heroicos sobre o enfrentamento da doença, uma história que traz uma ótica sobre conviver com momentos difíceis e ainda assim, optar por tentar , apreciando o que há de delicado no mundo.
Dói alguns momentos tentar se colocar no lugar de Hazel - como sempre faço com os protagonistas dos livros que leio- mas é uma dor que, de forma grandiosa tira algumas escamas do que você sente e da sua perspectiva sobre o que está perto de você, das pessoas que te cercam.
05 outubro 2012
Eu fui a melhor amiga de Jane Austen
Creio que só realmente não foi este meu caso por estarmos em épocas distintas ... Mas longe de brincadeiras, este é um livro que qualifico como gracioso. É uma doce história sobre a adolescência de Jenny Cooper e claro, Jane Austen.
O enredo traça a personalidade da protagonista, sta. Cooper que demonstra ser extremamente tímida (sentindo suas bochechas arderem ao menor comentário gentil ou galanteador); Jenny é órfã de pai e mãe, tendo somete um irmão com quem não tem proximidade e que está casado com Augusta, uma criatura superficial e dramática que não se interessa nem um pouco pelo bem estar da pequena Cooper. Depois da morte da mãe, Jenny é enviada a uma escola interna junto de sua prima Jane Austen. O livro é feito a partir descrições da própria Jenny em relatos ao seu diário no ano de 1791.
Quem conhece Jane Austen não se decepciona quando lê um pouco mais de bailes com intermissões entre o olhar dos pares, vestidos de musselina coloridos com ou sem caudas chamando atenção, flertes delicados e intervalos permeados em momentos divertidos ou doces.
É sim um livro meigo! Pra quem ainda não conhece os romances de minha amiga Jane, vale a pena ler um pouquinho do açúcar desse livro para ter um empurrãozinho antes das leituras imperdíveis de Orgulho e Preconceito, Emma, Persuasão, Razão e Sensibilidade...
Um detalhe. É um livro bem juvenil mas nem por isso deixa de ser encantador :)
O enredo traça a personalidade da protagonista, sta. Cooper que demonstra ser extremamente tímida (sentindo suas bochechas arderem ao menor comentário gentil ou galanteador); Jenny é órfã de pai e mãe, tendo somete um irmão com quem não tem proximidade e que está casado com Augusta, uma criatura superficial e dramática que não se interessa nem um pouco pelo bem estar da pequena Cooper. Depois da morte da mãe, Jenny é enviada a uma escola interna junto de sua prima Jane Austen. O livro é feito a partir descrições da própria Jenny em relatos ao seu diário no ano de 1791.
Quem conhece Jane Austen não se decepciona quando lê um pouco mais de bailes com intermissões entre o olhar dos pares, vestidos de musselina coloridos com ou sem caudas chamando atenção, flertes delicados e intervalos permeados em momentos divertidos ou doces.
É sim um livro meigo! Pra quem ainda não conhece os romances de minha amiga Jane, vale a pena ler um pouquinho do açúcar desse livro para ter um empurrãozinho antes das leituras imperdíveis de Orgulho e Preconceito, Emma, Persuasão, Razão e Sensibilidade...
Um detalhe. É um livro bem juvenil mas nem por isso deixa de ser encantador :)
23 julho 2012
O Morro dos Ventos Uivantes
Emily Brontë tem uma capacidade única para dar vida a personagens intensos. A narrativa de O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights) - único romance escrito pela autora- é feita pelo sr. Lockwood sobre seus colóquios com a senhora Nelly, governanta de sua casa e responsável por tudo o que virá ao conhecimento deste senhor. O amor doentio e arrebatador de Catherine e Heathcliff (senhorio do narrador) é o que envolve todos os personagens da história. Consequências letais serão emocionalmente frisadas e sentimentos como ódio, vingança, desespero, paixão, medo, ciúme e mais outros não tão saudáveis irão pulsar durante todo o romance em um misto de ansiedade e expectação que colocaram-me -sinceramente- aflita em vários momentos. Afinal, pode alguém chegar ao fundo do que sente em delírio e morte por causa de um amor infantil? Emily Brontë fez-se mestre em mostrar que sim e evidenciou com grandeza a forma como podem surgir tragédias em meio a tanto amor.Preciso dizer que lembrei-me do sr. Chico Xavier lendo este livro ao dizer que "Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente."
É um clássico enfim, sobre o adoecimento do amor que merece atenção e reflexão sobre consequências e encadeamentos.
12 julho 2012
Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi é o nome de nosso abençoado Mahatma ("grande alma") Gandhi. O filme de 1988, do diretor Richard Attenborough conta com a atuação de Ben Kingsley, ator de delicadeza incrível em sua interpretação e que possui traços muitíssimo semelhantes ao do verdadeiro Gandhi.
O filme tem início na Índia, no momento em que vítima de três tiros, Gandhi, aos 78 anos é assassinado por um nacionalista hindu de pouco mais de trinta anos. Durante sua vida, lutou pela não-violência de forma a evidenciar as injustiças de forma inteiramente pacífica. Com coragem e resignação trabalhou pela independência da Índia subjugada ao governo britânico de forma que houvesse liberdade ao seu povo.
A história é narrada com detalhes brilhantes e a fotografia do filme, ainda de 1988 transporta quem assiste ao momento da história por ter tamanha beleza e fidelidade aos momentos da vida de Gandhi. São 188 minutos encantadores e emocionantes com momentos de dor incrível e de alívio também. A mensagem do filme, no entanto é de uma doçura inexplicável (ou se explica no amor?):
"Quando desespero, lembro-me que, ao longo da historia, sempre triunfou a verdade e o amor. Houve tiranos e assassinos que durante um momento podem parecer invenciveis, mas, ao final, sempre caem. Tenham presente. Sempre." Gandhi
O filme tem início na Índia, no momento em que vítima de três tiros, Gandhi, aos 78 anos é assassinado por um nacionalista hindu de pouco mais de trinta anos. Durante sua vida, lutou pela não-violência de forma a evidenciar as injustiças de forma inteiramente pacífica. Com coragem e resignação trabalhou pela independência da Índia subjugada ao governo britânico de forma que houvesse liberdade ao seu povo.
A história é narrada com detalhes brilhantes e a fotografia do filme, ainda de 1988 transporta quem assiste ao momento da história por ter tamanha beleza e fidelidade aos momentos da vida de Gandhi. São 188 minutos encantadores e emocionantes com momentos de dor incrível e de alívio também. A mensagem do filme, no entanto é de uma doçura inexplicável (ou se explica no amor?):
"Quando desespero, lembro-me que, ao longo da historia, sempre triunfou a verdade e o amor. Houve tiranos e assassinos que durante um momento podem parecer invenciveis, mas, ao final, sempre caem. Tenham presente. Sempre." Gandhi
29 maio 2012
meme
Minha querida Mimis me indicou pra esse meme -o que me deixou muito feliz! Não vou indicar ninguém porque todo mundo que pensei já foi indicado :)
REGRAS:
- Completar todas as frases.
- Repassar o meme para 5 pessoas e avisá-las sobre.
- Ao repassar as frases, você pode optar por manter as mesmas ou inventar outras.
FRASES:
01) Sou muito esperançosa. acredito demais nas potencialidades das pessoas como algo latente as vezes.
02) Eu não suporto músicas altas demais e de mau gosto quando quero dormir.
03) Eu nunca consigo terminar uma dieta no tempo que determino. hauhauaha
04) Eu já abri mão do que queria pra que quem eu gosto ficasse bem.
05) Quando criança, tinha certeza que o coelho da lua olhava minhas bagunças e que se eu não as arrumasse contaria pra minha vó. Aí sim teria problema! Era um belo de um fofoqueiro esse coelho da lua.
06) Neste exato momento, eu queria mesmo é terminar todos os livros que tenho pra ler sem sentir sono durante a madrugada ou sem me desconcentrar durante as teorias sem fim.
07) Eu morro de medo de barulhos que parecem pessoas entrando na minha casa e de quando saio de madrugada de carro.
08) Eu sempre gostei de dançar sozinha.
09) Se eu pudesse, teria um jardim só meu!
10) Fico feliz quando recebo abraço de pessoas especiais.
11) Se pudesse voltar no tempo, deixaria de ter falado muita besteira e me mantido calada mais vezes.
12) Adoro assistir a chuva forte formando enxurrada e fazendo carros flutuarem na minha rua. é trágico pelos prejuízos mas é quase um filme!
13) Quero aprender a tocar piano!
14) Eu preciso aprender a ser mais calma internamente.
15) Não gosto muito de muitas pessoas falando sem nexo ou disciplina.
REGRAS:
- Completar todas as frases.
- Repassar o meme para 5 pessoas e avisá-las sobre.
- Ao repassar as frases, você pode optar por manter as mesmas ou inventar outras.
FRASES:
01) Sou muito esperançosa. acredito demais nas potencialidades das pessoas como algo latente as vezes.
02) Eu não suporto músicas altas demais e de mau gosto quando quero dormir.
03) Eu nunca consigo terminar uma dieta no tempo que determino. hauhauaha
04) Eu já abri mão do que queria pra que quem eu gosto ficasse bem.
05) Quando criança, tinha certeza que o coelho da lua olhava minhas bagunças e que se eu não as arrumasse contaria pra minha vó. Aí sim teria problema! Era um belo de um fofoqueiro esse coelho da lua.
06) Neste exato momento, eu queria mesmo é terminar todos os livros que tenho pra ler sem sentir sono durante a madrugada ou sem me desconcentrar durante as teorias sem fim.
07) Eu morro de medo de barulhos que parecem pessoas entrando na minha casa e de quando saio de madrugada de carro.
08) Eu sempre gostei de dançar sozinha.
09) Se eu pudesse, teria um jardim só meu!
10) Fico feliz quando recebo abraço de pessoas especiais.
11) Se pudesse voltar no tempo, deixaria de ter falado muita besteira e me mantido calada mais vezes.
12) Adoro assistir a chuva forte formando enxurrada e fazendo carros flutuarem na minha rua. é trágico pelos prejuízos mas é quase um filme!
13) Quero aprender a tocar piano!
14) Eu preciso aprender a ser mais calma internamente.
15) Não gosto muito de muitas pessoas falando sem nexo ou disciplina.
07 maio 2012
Respeito
Qual o limite entre passividade e orgulho? Quando as vezes uma pessoa me agride de alguma forma e que sentindo-me incomodada preciso trabalhar a mágoa (pra que não venha a ser psicossomática mais tarde) reflito infinitamente antes de abrir a boca pra contrariar esse pensamento alheio ao meu. Sinto que, como alfinetes - muito agudos e desnecessários as vezes- algumas situações são colocadas em nossas vidas. Aí vem um convívio nem um pouquinho adocicado e muito pelo contrário, impressionante aos nossos sentidos com sinestesia absurda. Ai! repito, ai! Não me resguardo em falsas justificativas ou piedades não cabíveis já que tenho consciência - em migalhas - do quanto sou medíocre e ignorante perante muita coisa. Eu erro, eu erro sentindo o que não queria sentir. Mas erro muito mais e acima de qualquer coisa não abreviando o incômodo que vai sim me fortalecer. Preciso muitas das vezes que fico com algo que não consigo engolir e que me deixa angustiada, colocar em letras o que meu peito sussurra aos berros à minha mente. Insanidade seria não dar ouvidos à dor. Ah, dor. Dor que vem da necessidade de aprender questionando o quanto eu não sei ainda diante de situações que preciso remediar. Até onde é oportuno abaixar a cabeça diante da ignorância e demência assustadoras que as pessoas demonstram ter? Penso que diante das coisas que aprendo e por respeito a cada gota de suor que meu corpo transpirou, assim como por respeito a todos os tombos que levei nessa vida, penso que, ora, ainda há muito o que discernir.
16 abril 2012
"If you are a bird, I am a bird."
Minha mente tem estado inquieta quando penso em alguns detalhes aos quais me detenho profunda e intensamente. Toda manhã quando estou em minha sala de aula, na Psicologia, observo de onde fico um fio de energia onde estacionam-se vários -muitos mesmo!- passarinhos. Ora, como consigo me sentir a vontade quando converso com eles, já sinto-me bastante amiga e mesmo íntima destes pequenininhos. São incríveis. Quando estou em profunda cisma sobre qualquer aspecto que insiste em confundir minha imaginação irrefreável olho à janela procurando-os.Ah quando eles não estão lá! Quando preciso que eles cheguem e se atrasam; Sinto-me só enquanto não pousam naquele fiozinho por um pouco. Ao observar que vieram alivio-me. Parece que posso respirar fundo e num suspiro esvaziar o que dói. Efêmeros esses meus amigos. Nunca os sei quem são, seus nomes, suas espécimes. Nunca. Mas são delicadíssimos e mesmo muito discretos. Colhem em minhas reflexões todo peso e angústia que nelas depositei até aquele momento sem reclamarem se é dor muita pra um passarinho só, ou se terão de trabalhar muito para que o vento aceite levar tantos ais revigorando-os em ar puro. Aí vem o suspiro. São tão breves nesse processo imenso e complicado que impressiono-me com sua rapidez. Quando penso que eles chegaram e respiro... nossa! O ar puro já chegou.(obs.: olhem o beija-florzinho conversando com o passarinho do cabeçalho! )
27 março 2012
Abstração
Quando de manhã acordo de uma noite com horas contadas pro dia seguinte, fico pensando em muitas coisas que por vezes me angustiam. Caminho todo dia pra minha faculdade um pouco mais que 3km a pé. É engraçado quando tem um percurso assim por fazer dia pós dia ( todos deveria ter no mínimo 2km diários!). Observo faces, expressões, comportamentos aleatórios e fico realmente em uma mar de questionamentos que fazem minha mente extravasar limites de possibilidades criativas - ah, já não é mais criatividade, tem ultrapassado esses limites.
Fico pensando o que leva as pessoas a passarem em suas vidas por algumas circunstâncias. Por que vejo sorrisos abertos ou rostos ansiosos ou desconfiados? Por que cada um carrega o que carrega e qual afinal a consequência de cada minuto que essas pessoas vivem?
Abstraindo um pouco minhas angústias, me permito sentir como se o próprio vento ou os pássaros estivessem me envolvendo. Sinto alívio quando penso em companhias, em companheiros assim!
Me dizem que sou sonhadora demais, que creio demais nas pessoas, sou muito otimista. Penso que não conseguem ver-me afinal. Declaro que acima de qualquer otimismo sou um ponto de interrogação. Constranjo-me diante de minhas curiosidades que me fazem ter peito dolorido as vezes por não ter soluções imediatas. Como então responder a pessoas que não questionam, não tentam entender mentes ou histórias de vida? Como explicar o que eu sinto por alguém se não busco raizes motivacionais àquela pessoa, ou se, simplesmente minha vaidade ou orgulho são suficientemente esbanjadores a ponto de não perceber o que eu passo pra quem está perto de mim, ou o que eu poderia fazer por alguém?
Tenho pensado muito na complexidade que envolve cada pessoa, cada história ou sentimento.
Crianças desnutridas, idosos invalidados pela sociedade, pessoas deprimidas, angustiadas, medrosas. O pior: medrosas em relação a opiniões.
Quando não se fere o limite do outro é bem possível compreender também nossos limites e fazer alguma coisa que amenize o que está ao nosso entorno ou tudo o que passa dentro de nós.
Precisava falar. Tem um nó enorme dentro de mim hoje.
28 janeiro 2012
Alma
Enquanto meus pés sentem -descalços- folhas que se quebram em minúsculos estalos, procuro tocar com as pontas dos meus dedos o que de mais leve posso sentir. O vento que antes assoprava e em que momentos gritou meu nome sem que eu quisesse responder, as gotas não mui leves que me angustiaram e insistiram em cair sobre meu rosto; Vê que tem sido confuso e mesmo confidencialíssimo tudo isso que as vezes sinto? Um furacão que roça minha garganta e que, por vezes incontáveis engulo seco pra que não venha a tona. Acho que isso deve ser mais ou menos crescer.
Na minha falta de termos explícitos ou objetividade necessária procuro argumentos internos que me levam a calafrios. Correm um por um esses tremorezinhos por minhas vértebras e antes que a cervical seja tocada já passou a vontade de falar. Mas porque afinal gastar palavras com ignorantes, com infantis, com imaturos? Ah, mundo caminheiro- sem fim mesmo - que ousa mostrar em espelhos brilhantes o que nossas pupilas dilatam para não ver. Ah mundo cansado que precisa regenerar. Terra querida, escuta que te quero tomar no colo, que te quero fazer acalmar as dores por vezes tão intensas. Não deveria, planeta meu, ser tão pequena por tanta dor que já sofreu. Mas ah, o tempo continua infinito e não cansa de dar tombos em quem insiste em fraquejar.
Ombros doem pra quê? Se a noite vem quietinha sibilando conselhos venturosos àqueles que se dispõem escutar. Tomo-te então pra mim, tempo que vai, e rastejo no que posso seus ponteiros pra que não me seja ignorada lição alguma, ainda mesmo que alfinetada.
18 janeiro 2012
Renúncia
Mais uma indicação literária, não vou me cansar. Este é um livro que me fez meditar bastante sobre o quanto podemos crescer sendo simples e humildes de coração. É uma psicografia do médium querido, senhor Francisco Cândido Xavier ( o Chico), do espírito Emmanuel.
Alcíone, esse nome que guarda reminiscências que extrapolam nossa imaginação; nome este que envolve um espírito que retorna a Terra renunciando seu alívio já conquistado em altiplanos espirituais em favor de um amor que está caído - caído em orgulho, vaidade e erros acumulados através de tentativas de reequilíbrio em outras reencarnações frustradas.
Não é uma história que passa no Plano dos Espíritos mas antes, pelo contrário, tem como cenário a França de Luís XIV.
Descrever a beleza psicológica e emocional de Alcíone é impossível. É no entanto inspirador para nossas ações e pensamentos aqui, da nossa insignificância espiritual. ❤
Pra quem gosta de livros muito bem escritos e inspiradores, não devia deixar de ler.
De coração,
~
Fiquei muitíssimo feliz com os comentários do post anterior. Vocês me deixaram tão encantada...! Obrigada ❤
Alcíone, esse nome que guarda reminiscências que extrapolam nossa imaginação; nome este que envolve um espírito que retorna a Terra renunciando seu alívio já conquistado em altiplanos espirituais em favor de um amor que está caído - caído em orgulho, vaidade e erros acumulados através de tentativas de reequilíbrio em outras reencarnações frustradas.
Não é uma história que passa no Plano dos Espíritos mas antes, pelo contrário, tem como cenário a França de Luís XIV.
Descrever a beleza psicológica e emocional de Alcíone é impossível. É no entanto inspirador para nossas ações e pensamentos aqui, da nossa insignificância espiritual. ❤
Pra quem gosta de livros muito bem escritos e inspiradores, não devia deixar de ler.
De coração,
~
Fiquei muitíssimo feliz com os comentários do post anterior. Vocês me deixaram tão encantada...! Obrigada ❤
22 dezembro 2011
Minha querida Jane Austen
Qual de nós nunca escutou um comentário sequer sobre Orgulho e Preconceito ou sobre qualquer outra deliciosa obra de Jane Austen ? Devo confessar -sorrindo- que estou numa fase um tanto deslumbrada por essa tão habilidosa escritora. Por isso, não me contentando com uma indicação de filme, hoje vou indicar o mais que querido livro que a Martin Claret editou contendo três livros maravilhosos da escritora!
Razão e Sensibilidade conta a história de Marianne e Elinor Dashwood, duas irmãs de temperamentos completamente distintos, mas histórias fortíssimas de ternura e devoção. A Inglaterra é palco da doçura e romantismo de Marianne bem à flor da pele e aos cuidados do carinho e sensatez da equilibrada Elinor. Ambas no entanto vivem enlaces dolorosos e de muito aprendizado.
Orgulho e Preconceito narra particularmente a história de Elizabeth Bennet, a segunda mais velha das outras quatro irmãs. Com detalhes do amor de sua irmã Jane Bennet com Mr. Bingley, o foco são os pensamentos e sentimentos de Lizzy (como alguns amigos e familiares chamam Elizabeth) em um relacionamento confuso e cheio de surpresas com Mr. Darcy. É sem dúvidas um dos livros que inserem cartas mais instigantes entre personagens! Ah! Como a carta de Mr.Darcy me encanta! Leiam para entender.
Persuasão traz aos nossos olhos o romance de Anne Elliot apaixonada pelo jovem oficial da marinha, Frederick Wentworth que à época que lhe pede em casamento era pobre demais para sustentá-la em uma vida insegura no mar. Recusado ele se frustra e somente depois de oito anos e meio após o rompimento do noivado eles se reecontram, já aos 27 anos de idade de Anne. O que acontece no entanto é que Anne nunca deixou de amá-lo. E Wentworth? Cenas dos próximos capítulos!
Razão e Sensibilidade conta a história de Marianne e Elinor Dashwood, duas irmãs de temperamentos completamente distintos, mas histórias fortíssimas de ternura e devoção. A Inglaterra é palco da doçura e romantismo de Marianne bem à flor da pele e aos cuidados do carinho e sensatez da equilibrada Elinor. Ambas no entanto vivem enlaces dolorosos e de muito aprendizado.
Orgulho e Preconceito narra particularmente a história de Elizabeth Bennet, a segunda mais velha das outras quatro irmãs. Com detalhes do amor de sua irmã Jane Bennet com Mr. Bingley, o foco são os pensamentos e sentimentos de Lizzy (como alguns amigos e familiares chamam Elizabeth) em um relacionamento confuso e cheio de surpresas com Mr. Darcy. É sem dúvidas um dos livros que inserem cartas mais instigantes entre personagens! Ah! Como a carta de Mr.Darcy me encanta! Leiam para entender.
Persuasão traz aos nossos olhos o romance de Anne Elliot apaixonada pelo jovem oficial da marinha, Frederick Wentworth que à época que lhe pede em casamento era pobre demais para sustentá-la em uma vida insegura no mar. Recusado ele se frustra e somente depois de oito anos e meio após o rompimento do noivado eles se reecontram, já aos 27 anos de idade de Anne. O que acontece no entanto é que Anne nunca deixou de amá-lo. E Wentworth? Cenas dos próximos capítulos!
Adoraria, adoraria de coração que vocês mergulhassem nestes três livros como eu o fiz. Logo comprarei outros romances de Jane Austen e quem sabe? Quem sabe não faço resenhas mais dignas e maiores para cada um desses amores meus. Não podia no entanto tornar esse post tão grande se queria instigá-los à leitura :)
Beijinhos agradecidos sempre,
09 dezembro 2011
Becoming Jane
Becoming Jane é sem dúvidas um dos meus filmes mais preciosos. Por muitos de nós estarmos então de férias, escolhi mencioná-lo aqui no Lullaby para que possa entrar este meu querido à lista dos filmes especiais também pra vocês!
O filme narra a história de Jane Austen, escritora inglesa na cidade de Winchester. Com delicadeza e ironia sutis a historia da moça Jane é envolvida por um amor tão belo quanto dolorido. Não vou entrar em detalhes ou descrever demais pois que não acredito ser saudável ficar contando histórias antes mesmo de vê-las.
Pra quem conhece ou já leu algum dos deliciosos livros de Austen, sabe que seus personagens tem problemas, dificuldades, mas finais doces e felizes. É o tipo de livro que incita raciocínio sentimental; o filme, não deixa escapar um milímetro dessa vontade que a escritora tem de fazer que as coisas corram bem. Racionalidade, verdades, julgamentos,opiniões, condutas erradas ou não, delicadeza e sentimentos: se você pensar nisso tudo em um turbilhão de frases bem construídas e sentimentos elaborados chegará a uma parcela de entendimento do que essa doce escritora faz com palavras.
Meu carinho aqui a Jane Austen! Espero que vocês tenham o prazer de assistir este filme,
Gabi
27 novembro 2011
Egoísmo
Pensamentos não fazem bem se ao coração inquietam e martirizam. Não deviam haver asas então que suportassem vôos tão , por vezes, tenebrosos. Ah mentes inquietas, humanas falíveis, que julgam o outro e não ousam perdão. Por vezes a noite, quando as luzes já não estão tão, tão mais perto de mim, vasculho reminiscências de outros dias em minha tela mental. E que tela! Poderia eu pensar em paisagens ou contos sãos, mas muitas vezes me preocupo ou angustio demais com o que não sei se pode ou não acontecer. Filete de sonhos estão escassos em noites assim. Quase não vejo dentro desse breu inquietante os vaga-lumes que conquistei com minhas orações. Dói não é? Querer ser um só em meio a um milhão é irresistível e não convém. Não convém, menina, olhar só pro centro do seu corpo e pensar que dali partem todos os monstros devoradores de quietude.
Segredos sem fim transbordam das multidões. Se você reparar por segundos picados verá lágrima e dor também do outro lado da rua, também do bairro vizinho, também de outros destinos. Mas porque é tão aconchegante afinal se sentir um só? Ah! "Hoje não me contenho em queixas e minhas lágrimas evaporam no calor dos meus pensamentos agitadíssimos." dizia parte de mim outro dia dentro de outros dias.
Sabe, fica mais tranquilo se o ar que respiramos for igual ao ar que os outros respiram.
Segredos sem fim transbordam das multidões. Se você reparar por segundos picados verá lágrima e dor também do outro lado da rua, também do bairro vizinho, também de outros destinos. Mas porque é tão aconchegante afinal se sentir um só? Ah! "Hoje não me contenho em queixas e minhas lágrimas evaporam no calor dos meus pensamentos agitadíssimos." dizia parte de mim outro dia dentro de outros dias.
Sabe, fica mais tranquilo se o ar que respiramos for igual ao ar que os outros respiram.
20 outubro 2011
Sementes
Meu bem,meu bem, vamos ver até quando a grama ainda se deixa molhar sem que as flores brotem. Olha só, pequenino! Escuta! A chuva não impedirá semente alguma de ser lançada ao solo da apatia. Quanta tristeza percebemos daqui! Daqui de onde as vezes nossos peitos recebem filetes de consciência e de onde percebemos que antes de qualquer impedimento existe o próprio eu. O próprio orgulho ferido que não quer ser pisoteado por verdade alguma e que grita - estridente- coisas vãs. Amor, ah amor, respira um pouco mais com a fronte ao teto que lacrimejando nosso alívio ainda tem estrelas sem fim. Mas por que? Misericórdia, dos bons anjos ou sementes que já perdemos? O tempo não deixa de passar pra nós nem pra eles: então respira e espera. Espera e se aconchega nos aprendizados seus que já são princípios de vida silenciosa que sufoca qualquer grito orgulhoso. Canta mais vezes sibilando com o vento que não te amedronta mais e deixa que sua consciência impregne todas as notas dessa oração. E espera.
09 setembro 2011
Em busca de sentido
Li um livro que, de tão belo, quero que vocês possam ler também! Chama-se "Em Busca de Sentido" do senhor Viktor Frankl. Psiquiatra e vivendo na Alemanha nazista da Segunda Guerra, o autor narra a experiência de "não entregar os pontos" em um campo de concentração de Auschwitz. Subnutrição, tifo exantemático e perda de uma identidade material não são motivos no entanto pra não querer continuar seguindo em frente. A partir daí descreve sua psicoterapia, a Logoterapia, que quer dizer, terapia do sentido. Mas que sentido é esse? No campo de concentração , ganhavam-se alguns cigarros por trabalhos extras com bônus dados pelos oficiais da SS. Estes cigarros eram como "moedas" a serem trocados quem sabe por um pedaço de pão ou por um pouco mais da sopa rala que era distribuída. Sabiam no entanto que aqueles companheiros que perdiam esperanças morriam em pouco tempo : começavam a fumar os cigarros. Angústia de estar longe de quem se ama, dormindo em posições desconfortáveis e ao lado de outros homens também reféns da situação em meio a palha, urina e fezes. Nenhum resquício, papel, aliança ou documento para identificação. Trabalhos forçados e sob extremos castigos aplicados por Capos (homens selecionados pela SS por serem crueis e frios) e inexistência de qualquer hipótese de sair daquele lugar algum dia vivo.A Logoterapia no entanto aponta para uma luzinha, mesmo que tênue nesse furacão de angústia e medo. Todos aqueles que estão ali podem passar a pensar em situações paradoxais que os alivie de certa forma. Certa vez, um clínico geral já de idade, procurou o auxílio de Frankl pois havia perdido o sentido de continuar vivo. Sua esposa, companhia primorosa e motivo de sua paz havia falecido e não conseguia se consolar por nada, caindo em depressão.
- "Ah," disse ele, "isso teria sido terrível para ela; ela teria sofrido muito!" Ao que retruquei: "Veja bem, doutor, ela foi poupada deste sofrimento e foi o senhor que a poupou dele; mas agora o senhor precisa pagar por isso sobrevivendo a ela e chorando a sua morte."
A Logoterapia proposta por Viktor Frankl mostra que, de uma forma bem simples e citando o senhor Nietzsche que "Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como.". E esse como pode ser um trabalho, uma distração, um amor ou mesmo a solução de um sofrimento ou angústia.
Por isso, era também necessário olhar de frente a situação, a avalanche de sofrimento, apesar do perigo de alguém "amolecer" e quem sabe, em segredo deixar as lágrimas correr livremente. Não precisaria envergonhar-se dessas lágrimas. Eram o penhor de ele ter a maior das coragens - a coragem de sofrer. Mas pouquíssimos sabiam disso, e só envergonhados admitiam ter-se extravasado em lágrimas de novo. Certa vez perguntei a um companheiro como fizera desaparecer os seus edemas de fome, ao que ele confessou: "Curei-os chorando..."
Me fez bem, acredito que fará bem a vocês ;)
Beijinho,
(Deixo aqui todo meu carinho por vocês que comentam aqui e que me fazem muito bem! Considerem este desenho que fiz como um presente de gratidão, meus amigos tão especiais!)
29 agosto 2011
Suspiro
De todas as noites com menor ou maior quantidade de estrelas, haverão sempre umas ou outras em que os zumbidos mentais me levarão à todas as possíveis não-me-quer pétalas de sono. Ter o corpo desperto e a mente fora de qualquer limite tocável sempre foi muito fácil. Não raro acredito no que penso quando penso que não deveria crer. É como se soassem sinos um tanto atraentes e que fizessem-me mudar de foco. Aliás, essa palavra foco é algo embaçado demais em dias passageiros como tem sido os meus. "Eu, eu, eu". Esse egoísmo em querer ser diferente sem perceber que sou mais uma no meio de um monte de pessoas que sentem bem mais do que eu - ou bem menos - mas por quê, por quê julgar se, afinal de contas, experiências vão ir e vir sem que o dia tenha soado o fim ou que tenhamos nos apercebido delas? Funciona assim: se acredito nas possibilidades de um momento ou outro elas serão bem maiores do que aquelas às quais não dei muito valor. E o que são possibilidades se não um dia bonito lá fora, um sopro de vento que toca o suor, uma gota de chuva que brinca de nos beliscar ligeira... Mais, mais do que isso, mais do que qualquer foco que eu não consiga ter ou mensurar, os dias vão contar independente do meu querer e, o tempo vai ir levando com eles os dias que eu deixei de ter.Creio em fadas, elfos, sílfides e todos os nossos bons e delicados amiguinhos elementais. Creio que se eu peço auxílio, se eu faço uma prece ao Deus que toca a todos nós, que se eu penso com muita fé em todas as preciosidades mais puras que dimensiono existir , que olha! A ampulheta que leva a areia do segundo que não volta mais trás o aprendizado do pedido meu.
Quero ter bons amigos, sabe? Ter sentimentos especiais ou que me façam especial. Qual de nós não quer? Quem afinal é auto-suficiente pra se bastar?
Respira fundo. Isso também passa.
Quero ter bons amigos, sabe? Ter sentimentos especiais ou que me façam especial. Qual de nós não quer? Quem afinal é auto-suficiente pra se bastar?
Respira fundo. Isso também passa.
21 julho 2011
Bem no fundo
Águas que vão e voltam formam poças de reflexos que são só nossos. Nossos olhos, nossas mentes são necessariamente convocados a fundo e, em uníssono formam orvalho que escorre por nossas faces. De onde essa música vem? Das raízes que árvores que não vemos ou no vento que sibila insistente, deve ser. O frio que as vezes me abraça e que zig-zag-zeia no sem fim dos meus pensamentos tem hábitos estranhos e inconstantes. É... É mesmo verdade que personalidade é tesourou que se constrói tirando arestas. Não se pode sentir o que o outro acha certo nem mesmo admitir que o que nós achamos é o melhor - a poça que mira cada um, mesmo que no lodo , reflete imagens que não são iguais.
Já parei a noite pensando no que afinal é o certo. Tentar enxergar o que não convém ou fazer de desentendido tocando o barco da vida adiante. Afinal, não é lícito condenar o que a gente não tem certeza sentir com precisão. Não é certo inclusive querer que o orvalho de nossos olhos e os machucados que, quantas vezes tomaram nossos joelhos, sejam compreensíveis ao que alheio a nós é.
Certo então de que nossas vidas tem rumo solitário mesmo estando em paz no meio de uma porção de sentidos, sentimentos e pulsações, o que vale mesmo é esperar que exemplo pós exemplo, valha a pena o dia de amanhã.
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12 abril 2011
dias de sopro
Posso soar estranha por fazer uma postagem tão logo outra que dizia da lentidão da passagem do meu tempo mas preciso escrever.
Estou cada vez mais empenhada em fazer as coisas darem certo e tomarem seus devidos lugares. Não posso me queixar de detalhes uma vez que minhas convicções são bem maiores do que meus desanimos.
Quero dizer que eu realmente espero que minha demora não seja dada como ausência. Sei que é assim que parece ser mas por favor tente me entender como 'hiperativa' e incansável das mil coisas que faço até que o dia chegue ao fim ou que o sono me perturbe e que eu pense 'poderia ter postado hoje'.
Tem pessoas que eu sinto falta , sabe? Nomezinhos pequenos mas que cabem de forma enorme dentro de mim. Sinto falta de cartas também. Outro dia eu estava revirando minha caixa com várias delas e fiquei lendo algumas que correspondi com uma menina do Rio. A Belle. Éramos mui criancinhas na época e as conversas eram um monte de segredinhos não secretos ou como estávamos, como estava a escola, a roupa que tínhamos comprado... Pra mim foi bem mais que importante esses momentos.
Fico pensando nas vezes que já chorei por causa de amigos que eu fiz nesse computador.Senti cada fibrazinha de dor - que doía mesmo daqui.
Sinto hoje falta de algumas pessoas . Da Bessie que era quem mais me ouvia, do Guga um poeta bem querido, da Eve minha companheirinha de risos sem fim.
Sinto falta de tanta coisa.
E tem tanta coisa pra fazer que não tenho tido tempo pra sentir falta - e ainda assim sinto.
Ainda não abandonei o blog :p
Luv ya.
(Follow my blog with bloglovin)
Estou cada vez mais empenhada em fazer as coisas darem certo e tomarem seus devidos lugares. Não posso me queixar de detalhes uma vez que minhas convicções são bem maiores do que meus desanimos.
Quero dizer que eu realmente espero que minha demora não seja dada como ausência. Sei que é assim que parece ser mas por favor tente me entender como 'hiperativa' e incansável das mil coisas que faço até que o dia chegue ao fim ou que o sono me perturbe e que eu pense 'poderia ter postado hoje'.
Tem pessoas que eu sinto falta , sabe? Nomezinhos pequenos mas que cabem de forma enorme dentro de mim. Sinto falta de cartas também. Outro dia eu estava revirando minha caixa com várias delas e fiquei lendo algumas que correspondi com uma menina do Rio. A Belle. Éramos mui criancinhas na época e as conversas eram um monte de segredinhos não secretos ou como estávamos, como estava a escola, a roupa que tínhamos comprado... Pra mim foi bem mais que importante esses momentos.
Fico pensando nas vezes que já chorei por causa de amigos que eu fiz nesse computador.Senti cada fibrazinha de dor - que doía mesmo daqui.
Sinto hoje falta de algumas pessoas . Da Bessie que era quem mais me ouvia, do Guga um poeta bem querido, da Eve minha companheirinha de risos sem fim.
Sinto falta de tanta coisa.
E tem tanta coisa pra fazer que não tenho tido tempo pra sentir falta - e ainda assim sinto.
Ainda não abandonei o blog :p
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