28 Janeiro 2012

Alma

Enquanto meus pés sentem -descalços- folhas que se quebram em minúsculos estalos, procuro tocar com as pontas dos meus dedos o que de mais leve posso sentir. O vento que antes assoprava e em que momentos gritou meu nome sem que eu quisesse responder, as gotas não mui leves que me angustiaram e insistiram em cair sobre meu rosto; Vê que tem sido confuso e mesmo confidencialíssimo tudo isso que as vezes sinto? Um furacão que roça minha garganta e que, por vezes incontáveis engulo seco pra que não venha a tona. Acho que isso deve ser mais ou menos crescer.
Na minha falta de termos explícitos ou objetividade necessária procuro argumentos internos que me levam a calafrios. Correm um por um esses tremorezinhos por minhas vértebras e antes que a cervical seja tocada já passou a vontade de falar. Mas porque afinal gastar palavras com ignorantes, com infantis, com imaturos? Ah, mundo caminheiro- sem fim mesmo - que ousa mostrar em espelhos brilhantes o que nossas pupilas dilatam para não ver. Ah mundo cansado que precisa regenerar.  Terra querida, escuta que te quero tomar no colo, que te quero fazer acalmar as dores por vezes tão intensas. Não deveria, planeta meu, ser tão pequena por tanta dor que já sofreu. Mas ah, o tempo continua infinito e não cansa de dar tombos em quem insiste em fraquejar.
Ombros doem pra quê? Se a noite vem quietinha sibilando conselhos venturosos àqueles que se dispõem escutar. Tomo-te então pra mim, tempo que vai, e rastejo no que posso seus ponteiros pra que não me seja ignorada lição alguma, ainda mesmo que alfinetada.

18 Janeiro 2012

Renúncia

Mais uma indicação literária, não vou me cansar. Este é um livro que me fez meditar bastante sobre o quanto podemos crescer sendo simples e humildes de coração. É uma psicografia do médium querido, senhor Francisco Cândido Xavier ( o Chico), do espírito Emmanuel.
Alcíone, esse nome que guarda reminiscências que extrapolam nossa imaginação; nome este que envolve um espírito que retorna a Terra renunciando seu alívio já conquistado em altiplanos espirituais em favor de um amor que está caído - caído em orgulho, vaidade e erros acumulados através de tentativas de reequilíbrio em outras reencarnações frustradas.
Não é uma história que passa no Plano dos Espíritos mas antes,  pelo contrário, tem como cenário a França de Luís XIV.
Descrever a beleza psicológica e emocional de Alcíone é impossível. É no entanto inspirador para nossas ações e pensamentos aqui, da nossa insignificância espiritual. 
Pra quem gosta de livros muito bem escritos e inspiradores, não devia deixar de ler.

De coração,
~

Fiquei muitíssimo feliz com os comentários do post anterior. Vocês me deixaram tão encantada...! Obrigada 

22 Dezembro 2011

Minha querida Jane Austen

Qual de nós nunca escutou um comentário sequer sobre Orgulho e Preconceito ou sobre qualquer outra deliciosa obra de Jane Austen ? Devo confessar -sorrindo- que estou numa fase um tanto deslumbrada por essa tão habilidosa escritora. Por isso, não me contentando com uma indicação de filme, hoje vou indicar o mais que querido livro que a Martin Claret editou contendo três livros maravilhosos da escritora!

Razão e Sensibilidade conta a história de Marianne e Elinor Dashwood, duas irmãs de temperamentos completamente distintos, mas histórias fortíssimas de ternura e devoção. A Inglaterra é palco da doçura e romantismo de Marianne bem à flor da pele e aos cuidados do carinho e sensatez da equilibrada Elinor. Ambas no entanto vivem enlaces dolorosos e de muito aprendizado.

Orgulho e Preconceito narra particularmente a história de Elizabeth Bennet, a segunda mais velha das outras quatro irmãs. Com detalhes do amor de sua irmã Jane Bennet com Mr. Bingley, o foco são os pensamentos e sentimentos de Lizzy (como alguns amigos e familiares chamam Elizabeth) em um relacionamento confuso e cheio de surpresas com Mr. Darcy. É sem dúvidas um dos livros que inserem cartas mais instigantes entre personagens! Ah! Como a carta de Mr.Darcy me encanta! Leiam para entender.


Persuasão traz aos nossos olhos o romance de Anne Elliot apaixonada pelo jovem oficial da marinha, Frederick Wentworth que à época que lhe pede em casamento era pobre demais para sustentá-la em uma vida insegura no mar. Recusado ele se frustra e somente depois de oito anos e meio após o rompimento do noivado eles se reecontram, já aos 27 anos de idade de Anne. O que acontece no entanto é que Anne nunca deixou de amá-lo. E Wentworth? Cenas dos próximos capítulos!

Adoraria, adoraria de coração que vocês mergulhassem nestes três livros como eu o fiz. Logo comprarei outros romances de Jane Austen e quem sabe? Quem sabe não faço resenhas mais dignas e maiores para cada um desses amores meus. Não podia no entanto tornar esse post tão grande se queria instigá-los à leitura :)
Beijinhos agradecidos sempre, 

09 Dezembro 2011

Becoming Jane


Becoming Jane é sem dúvidas um dos meus filmes mais preciosos. Por muitos de nós estarmos então de férias, escolhi mencioná-lo aqui no Lullaby para que possa entrar este meu querido à lista dos filmes especiais também pra vocês!
O filme narra a história de Jane Austen, escritora inglesa na cidade de Winchester. Com delicadeza e ironia sutis a historia da moça Jane é envolvida por um amor tão belo quanto dolorido. Não vou entrar em detalhes  ou descrever demais pois que não acredito ser saudável ficar contando histórias antes mesmo de vê-las.
Pra quem conhece ou já leu algum dos deliciosos livros de Austen, sabe que seus personagens tem problemas, dificuldades, mas finais doces e felizes. É o tipo de livro que incita raciocínio sentimental; o filme, não deixa escapar um milímetro dessa vontade que a escritora tem de fazer que as coisas corram bem. Racionalidade, verdades, julgamentos,opiniões, condutas erradas ou não, delicadeza e sentimentos: se você pensar nisso tudo em um turbilhão de frases bem construídas e sentimentos elaborados chegará a uma parcela de entendimento do que essa doce escritora faz com palavras.
Meu carinho aqui a Jane Austen! Espero que vocês tenham o prazer de assistir este filme,
Gabi